Policial - Operação do GAECO/MPRS de São Gabriel tem desdobramentos em Lagoa Vermelha

29-08-2025 Whatsapp

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do RS (GAECO/MPRS) deflagrou, nesta sexta-feira (29), a Operação Bom Negócio, que investiga uma facção criminosa responsável por lavar dinheiro do tráfico de drogas por meio de revendas de veículos e falsos sorteios de carros na região de São Gabriel.

A ação mobilizou cerca de 100 agentes e ocorreu em São Gabriel, Cruz Alta, Ijuí e Lagoa Vermelha, com apoio da Brigada Militar (BM) e da Polícia Penal. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e determinadas outras sete medidas cautelares, como quebra de sigilos bancário e fiscal, além do bloqueio de bens e ativos financeiros no valor de R$ 5,5 milhões.

Segundo o promotor João Afonso Beltrame, a prática criminosa fortalecia o tráfico de drogas na região: — Dos 44 carros identificados, conseguimos até agora a apreensão judicial de 24 veículos.

A investigação começou após informações repassadas pelo 2º Regimento de Polícia Montada da BM, que indicavam movimentações suspeitas. O esquema envolvia empresas de fachada, laranjas e revendas de automóveis de luxo, além de sorteios fraudulentos feitos via plataformas digitais.

Nesses sorteios, os investigados anunciavam veículos como prêmios, com bilhetes pagos via PIX. Após o anúncio do “vencedor”, eram divulgados vídeos em redes sociais, mas os carros nunca eram transferidos, continuando a circular entre as revendas ligadas ao grupo.

Ao todo, sete pessoas são investigadas, incluindo um traficante preso com 37 anos de condenação, familiares e empresários do ramo de veículos do Norte e Noroeste gaúcho. Os crimes apurados são: tráfico de drogas, lavagem de capitais, estelionato, organização criminosa e crime contra a economia popular.

Para o promotor Rogério Meirelles Caldas, a operação enfraquece diretamente a facção:
— Desarticular e descapitalizar esses grupos é devolver tranquilidade à comunidade e impedir que criminosos enganem a população e concorram de forma ilícita no comércio local.

FONTE: GAECO/MPRS

Policial