Polícia Civil apreende segunda adolescente envolvida em homicídio de mulher em Vacaria
Vítima de 56 anos foi morta por engano durante ataque de facção no bairro Monte Claro; jovem de 17 anos foi encaminhada à FASE em Porto Alegre

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), localizou e apreendeu, na manhã desta segunda-feira (05/01), uma adolescente de 17 anos suspeita de participação no homicídio de Maria Clair Barbosa de Morais. O crime, ocorrido na madrugada do último dia 31 de dezembro, chocou a comunidade de Vacaria pela brutalidade e pelo fato de a vítima ter morrido ao tentar proteger a família.
A jovem apreendida hoje foi citada em diversos depoimentos durante o inquérito. Diante das evidências, o Ministério Público representou pela sua internação provisória, medida que foi prontamente decretada pela Justiça da Infância e da Juventude. Após ser localizada em sua residência, ela foi conduzida para a unidade da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (FASE), em Porto Alegre.
Relembre o caso
O ataque aconteceu por volta das 4h30min da manhã na Rua Líbera Graneto Bressan. Conforme a investigação conduzida pelo delegado Anderson Silveira de Lima, um grupo de criminosos invadiu a residência com o objetivo de executar um desafeto. Maria Clair, de 56 anos, foi atingida pelos disparos ao tentar impedir a entrada dos executores e proteger o filho, que era o alvo real da ação.
Logo após o crime, a Brigada Militar conseguiu deter quatro indivíduos: três adultos e um adolescente do sexo masculino. Os maiores de idade foram encaminhados ao presídio, enquanto o primeiro adolescente capturado foi transferido no último sábado para o Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) de Caxias do Sul.
Investigações em curso
Até o momento, a polícia já apreendeu um revólver com numeração raspada, que teria sido utilizado no atentado. Com a internação desta segunda adolescente, as forças de segurança dão mais um passo para o esclarecimento total do caso. A Polícia Civil informou que as diligências prosseguem para garantir que todos os responsáveis — executores e possíveis mandantes — sejam devidamente punidos.