Tiroteio entre grupos indígenas mobiliza forças de segurança em Charrua
Confronto ocorreu na área central do município.

Um tiroteio envolvendo grupos indígenas rivais causou pânico e mobilizou um forte aparato de segurança pública no centro de Charrua O conflito opôs o grupo que ocupa o ginásio municipal desde o dia 18 de março — após alegarem expulsão da reserva por receio de violência — e indígenas que permanecem na Reserva do Ligeiro. Apesar da gravidade dos disparos efetuados em via pública, a administração municipal confirmou que ninguém ficou ferido no episódio. A área do confronto, localizada ao lado da Escola Carmelina Baseggio, permanece sob monitoramento constante para evitar novas investidas entre as partes.
Em razão da instabilidade e dos riscos à integridade física de alunos e servidores, a prefeitura de Charrua suspendeu as aulas para cerca de 180 estudantes das escolas Carmelina Baseggio e Dentinho de Leite. As atividades na Câmara de Vereadores e em uma secretaria municipal adjacente também foram interrompidas preventivamente. O clima de tensão ocorre às vésperas do término do prazo para a desocupação voluntária do ginásio. Uma liminar judicial de reintegração de posse já foi autorizada, e o plano do Executivo local prevê a realocação das famílias ocupantes para outra reserva da região, visando cessar a disputa territorial urbana.
A Brigada Militar reforçou o patrulhamento em pontos estratégicos da cidade para garantir o cumprimento da ordem judicial e preservar a ordem pública até a resolução do impasse. A administração municipal aguarda a mediação direta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para que o processo de saída do prédio público ocorra de forma pacífica e coordenada. Até o momento, o órgão federal não emitiu manifestação oficial sobre o confronto ou sobre o cronograma de transferência das famílias.
