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23/02/2026 13h38
Saúde

Mobilização por doações ganha reforço após queda e perda de estoque no Hemopasso

O cenário acende um alerta para o mês de março, especialmente diante da necessidade urgente de recompor estoques na região.

A coleta quinzenal de sangue realizada na última sexta-feira (20), no ponto fixo de Lagoa Vermelha, registrou baixa adesão de doadores. O cenário acende um alerta para o mês de março, especialmente diante da necessidade urgente de recompor estoques na região.

A ação é promovida pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com o Hemopasso, responsável pelo abastecimento de mais de 47 hospitais da região, e mantém em Lagoa Vermelha um ponto fixo de coleta a cada 15 dias. A próxima data já está confirmada: 6 de março.

Em entrevista, Claudete Mistura, representante da equipe de captação, reforçou que a doação é uma atividade contínua e que não pode sofrer interrupções.

“Daqui 15 dias a gente está aqui fazendo a coleta de sangue, essa captação que não pode parar. Independente das festas de carnaval, todo mundo retornando agora às atividades, temos que retomar também essa atividade da doação de sangue, que é muito importante. Porque em nenhum momento o paciente pode esperar. Então, agora, nessa retomada, vamos urgente, todos, quem já é doador, quem vai ser doador, vir no dia 6 de março, que é a próxima coleta de sangue aqui em Lagoa Vermelha, porque estaremos esperando por você.”

Queda superior a 40% no período de festas

Segundo Claudete, períodos como carnaval e férias costumam provocar redução significativa nas doações. Neste ano, a situação foi ainda mais preocupante.

“Nesse período de carnaval, das festas, de férias, enfim, é uma queda brusca de doações, mais de 40% baixa. E a gente tenta fazer captações, pelo menos para ter estoque mínimo, né? Só que é coisa que não está acontecendo. Esse ano, acredito que deu uma queda maior ainda.”

Além da baixa adesão, um problema técnico agravou o cenário. Uma falha em equipamento de refrigeração comprometeu o armazenamento de bolsas de sangue em Passo Fundo.

“O O positivo está crítico. Tivemos uma tragédia, que queimou uma das nossas geladeiras de sangue, onde perdemos praticamente todo o nosso estoque de sangue O positivo. Foram mais de 100 bolsas perdidas. Então, a gente tem que recuperar para que nenhum paciente venha a fazer falta.”

O tipo O positivo é um dos mais utilizados em transfusões e, neste momento, é prioridade na mobilização regional.

“O estoque de Passo Fundo seria o estoque de toda a região, que dá mais de 47 hospitais, que é da nossa abrangência. Então a gente pede principalmente do grupo O positivo que compareça para ajudar nesse grande período agora.”

Quem pode doar

Durante a entrevista, Claudete também reforçou as orientações básicas para quem deseja se tornar doador:

Estar bem alimentado (não estar em jejum);

Ter dormido no mínimo seis horas;

Ter entre 16 e 69 anos — menores de 18 anos devem estar acompanhados por responsável legal;

Mulheres podem doar a cada três meses;

Homens podem doar a cada dois meses.

O processo é simples e rápido.

“É só chegar aqui no posto, tem agendamento, tem também por demanda espontânea. Chega, faz a ficha, passa pela entrevista e em 5 a 7 minutinhos faz a doação de sangue e acaba salvando muitas vidas.”

Próxima coleta: 6 de março

A mobilização agora se concentra na próxima coleta em Lagoa Vermelha, marcada para o dia 6 de março. A expectativa é recuperar o estoque regional e garantir segurança aos pacientes que dependem diariamente das transfusões.

A equipe reforça o apelo: quem já é doador, que retorne. Quem ainda não é, que faça da próxima coleta a primeira doação. Cada bolsa pode salvar até quatro vidas — e, neste momento, toda doação faz a diferença.

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